Governo do Distrito Federal
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7/02/20 às 11h32 - Atualizado em 7/02/20 às 11h32

Serviço de poda de árvores ganha reforço em todo o DF

Uma equipe passou o dia na 411 Norte podando árvores. Ela foi composta por três operadores, quatro auxiliares, um encarregado e quatro caminhões aparelhados com uma cabine que conduz o funcionário até o galho. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

 

O serviço de poda de árvores da Novacap vai ganhar um importante reforço. Mais 25 equipes serão integradas ao trabalho, elevando, assim, de 12 para 37 os grupos que vão executar a tarefa em todo o Distrito Federal. As novas 25 equipes foram contratadas por meio de licitação, que priorizou menor preço e habilitação para esse tipo de trabalho. Depois de vencerem as questões burocráticas e de adaptação, elas passarão a encorpar essa força-tarefa responsável por dar um charme ao verde da cidade.

 

Estudo da Novacap decidiu que o grupo seria dividido em nove lotes. Cada um compreende determinado conglomerado de regiões (veja quadro abaixo). Quatro lotes já estão com o contrato homologado. São eles: Lote 1 (Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro e Setor de Indústrias e Abastecimento), Lote 2 (Lago Sul, Jardim Botânico e São Sebastião), Lote 5 (Núcleo Bandeirante, Guará, Lúcio Costa, Candangolândia e Vicente Pires) e Lote 8 (Brazlândia e Ceilândia).

 

Por enquanto, a primeira região a receber as novas equipes de poda de árvores é a do Plano Piloto. O diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos, explica que as empresas terceirizadas precisam de um tempo para adaptação até irem a campo fazer as podas de árvores. “Eles têm de saber, por exemplo, o tipo de região onde vão atuar e qual equipamento que vão usar: se mais parrudos ou não”, exemplifica. Toda a fase de adaptação é acompanhada de um técnico da Novacap.

 

Existem dois tipos de podas: alta e baixa. O mais comum no Distrito Federal é a poda baixa, pois as árvores típicas do Cerrado são, geralmente, de porte pequeno, como Ipê de jardim e Lixeira. Esse tipo de poda não requer escada e nem equipamento pesado. Já a poda alta, sim, precisa de um maquinário mais pesado. A exemplo do serviço realizado nesta quinta-feira (6) na 411 Norte. Uma equipe passou o dia na quadra realizando podas. Ela foi composta por três operadores, quatro auxiliares, um encarregado e quatro caminhões aparelhados com uma cabine que conduz o funcionário até o galho.

 

O modelo de contratação das empresas é por produtividade. Diariamente, elas são avaliadas. Na região do Plano Piloto, por exemplo, são necessárias 16 podas por dia para que a Novacap autorize o repasse do recurso público referente ao serviço contratado.

 

Até as 15h, a empresa já havia batido a meta. Foram feitas 15 podas, uma redução da copa de uma árvore, uma “erradicação”, termo técnico para a retirada de árvores. Os moradores do Bloco O acompanharam o serviço. Alguns deles tiveram problemas com as plantas. Aíton Freitas, 62 anos, por exemplo, disse que um galho quebrou a janela do seu apartamento no terceiro andar. “Foi durante uma ventania. Tomei um susto”, recorda.

 

Moradora do mesmo bloco, Bruna Sarkis, 37, disse que um galho de aproximadamente 1,2 metro caiu no quarto do apartamento dela durante o temporal. Por sorte não atingiu ninguém da família. “Ainda bem que foi à tarde e não havia ninguém em casa”, disse, ainda aliviada.

 

Além de fazer a poda dos galhos, as equipes contratadas ficam incumbidas de recolher o material e triturá-lo até ele virar serragem. Do pó de serra é feita a compostagem (adubo) para a agricultura familiar por meio de uma parceria com a Emater-DF.

 

No Distrito Federal, há um total de 5 milhões de árvores cadastradas pela Novacap. São 2,5 mil em risco de queda, também já cadastradas pela Novacap para serem trabalhadas. “Uma árvore é uma vida. Nasce, cresce e uma hora ela morre. Mas precisa ser podada. Dependendo do tamanho dela, quando morre, pode causar um estrago. E até vitimar uma pessoa”, enumera Sérgio Lemos.

 

Bioma Cerrado

 

Ele lembra que, antes de plantar uma árvore em área pública, o cidadão deve pedir à Novacap um estudo se aquele tipo de planta é adequado para o lugar. A companhia alerta que plantar árvores que não são específicas para o solo do Distrito Federal pode criar inúmeros problemas, como doenças, pois uma árvore transmite para outra, assim como um ser humano. Há espécimes que sugam mais os minerais do solo, tornando-o improdutivo.

 

“Às vezes, a pessoa acha que está fazendo o bem, plantando uma árvore, mas não está, porque planta num lugar errado, tipo debaixo de uma rede elétrica. Ela vai crescer e a dimensão dela vai trazer problema”, explica Sérgio Lemos.

 

Vale ressaltar que a Novacap não executa podas de árvores em áreas privadas e nem em órgãos públicos que têm contrato específico para este tipo de serviço. Exceto em casos de risco de desabamento que resultem em ação da Defesa Civil.

As equipes de podas da Novacap são proibidas também de realizar serviço em rede de energia elétrica ou a cinco metros dela por questão de segurança. Quem faz esse serviço é a Companhia Energética de Brasília (CEB).


Serviço:

 

Para solicitar o serviço da equipe de poda de árvore da Novacap basta ligar para o telefone da Ouvidoria da companhia (3403-2626) ou para a Ouvidoria do GDF (156).

 

Lote 1: Plano Piloto, Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro e Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA).

 

Lote 2: Lago Sul, Jardim Botânico e São Sebastião.

 

Lote 3: Paranoá, Lago Norte, Taquari, Varjão, Itapoã.

 

Lote 4: Sobradinho, Fercal e Planaltina.

 

Lote 5: Núcleo Bandeirante, Guará, Lúcio Costa, Candangolândia e Vicente Pires.

 

Lote 6: Riacho Fundo e Park Way.

 

Lote 7: Taguatinga, Samambaia, Águas Claras, Estrutural.

 

Lote 8: Brazlândia e Ceilândia.

 

Lote 9: Gama, Santa Maria e Recanto das Emas.

 

*Fonte da matéria Agência Brasília

 

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