Governo do Distrito Federal
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15/05/18 às 8h16 - Atualizado em 18/05/18 às 11h22

DPJ

Estudos e Pesquisas em Parques e Jardins

A Novacap, através do seu Departamento de Parques e Jardins (DPJ), produz espécies nativas do Cerrado: ipês-amarelos, roxos e brancos, quaresmeiras, sucupiras, aroeiras, copaíbas, que são importantes por fazerem parte do ecossistema primitivo ou bioma do Cerrado. Essa produção é resultado de pesquisas desenvolvidas dentro dos viveiros do DPJ.

 

Nos viveiros, são realizadas pesquisas agronômicas e experimentações de novas espécies de árvores e flores que se adaptem às condições climáticas e de solo do Distrito Federal.

 

A maioria das espécies floríferas gosta de água, não de chuva. De constituição herbácea e formação tenra, não toleram chuvas contínuas e carecem de bastante sol para produzir flores viçosas e de cores vivas.

 

No período de estiagem são utilizadas muitas espécies coloridas, como as de cor branca e lilás, camomila amarela, cravos multicolores, dálias, flocos, perpétuas, petúnias variadas, impatiens, sálvias, vermelha e azul; além das zíneas, com uma grande variedade de cores. Entretanto, a petúnia e os flocos são as mais cultivadas.

 

Os canteiros, nessa época, são regados diariamente. As flores duram, em média, entre 90 e 180 dias. No período chuvoso há uma redução significativa de opções. As mais resistentes são a camomila, dália, cravo, sálvia e zínea.

 

O ipê branco, encobrindo-se de flores que mais parecem neve, praticamente pontua o início do segundo semestre. O belíssimo ipê amarelo, com suas inconfundíveis flores, prenuncia a primavera, juntamente com o guapuruvu, as vochísias, o cambuí e pau-brasil. O flamboyant chama atenção em três tonalidades: amarelo, alaranjado e vermelho. A sapucaia confunde a todos encobrindo-se de folhas novas de coloração rosa que ao longe parecem flores. Faz um belo espetáculo. Destaque, ainda, para o imbiruçu, com flores brancas presas às extremidades dos galhos despidos de folhas. Finalmente, o jequitibá-vermelho, de beleza singular, tem a copa repleta de pequenas flores e folhas novas. 

 

Com as árvores, a própria natureza, sábia, executa o planejamento naturalmente. A cada mês podemos observar uma ou mais espécie arbórea florida em Brasília. No primeiro semestre, os destaques são as quaresmeiras em tons lilás e rosa; paineiras, rosas e brancas, seguidas das bauínias, rosa e branca; e o ipê roxo, com sua copa coberta de flores exuberantes que deixam a cidade mais alegre. A sucupira desponta como um verdadeiro símbolo do nosso Cerrado, com floração que vai desde o rosa ao violeta. E para fechar o período, pode-se contemplar o azul das belas flores do jacarandá-mimoso.

 

Em variedade de espécies e diversidade, o Cerrado só perde para a flora da Região Amazônica. Árvores, arbustos e flores fazem parte do cotidiano de quem vive no Distrito Federal.

A Novacap está catalogando todas as árvores do Plano Piloto, identificando-as por nome, localização e distância de uma para as outras. O resultado desse processo permitirá, futuramente, um planejamento de arborização ainda mais eficiente.

 

Atividades e Serviços do Departamento de Parques e Jardins

Brasília possui árvores de espécies tão variadas quanto as das florestas tropicais. Isto se deve aos Programas de Arborização, iniciados logo após a construção da Capital, quando foram plantadas várias espécies exóticas originárias de outras localidades do País e do exterior. No entanto, nem todas se adaptaram ao clima e ao solo. Estas foram sendo erradicadas aos poucos e substituídas, ao longo dos anos, pelas espécies mais adequadas à região. Hoje, a variedade de espécies é ainda maior, o que contribui para a beleza da cidade.

 

Arborizar uma cidade, principalmente Brasília, não é uma tarefa puramente ornamental. As árvores purificam o ar, proporcionam sombra, abrigam a fauna, atenuam a luminosidade excessiva da Capital, melhoram a umidade do ar, reduzem a ação dos ventos, diminuem ruídos e impactos sonoros e proporcionam conforto ambiental.

 

O Distrito Federal tem cerca de 4 milhões de árvores plantadas. Dessas, quase 15% são frutíferas, que foram plantadas pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ), como amoreira, jaqueira, mangueira, abacateiro, nespereira, joá, jenipapeiro, sapucaia. Mas as nativas, cagaiteira, jatobá, baru araticum e pequi, são espécies facilmente encontradas também. Essas árvores, cultivadas e preservadas, ainda oferecem à população beleza e alimentos. Ter essas árvores é garantir a presença de aves e pássaros como sabiá, bem-te-vi, rolinha, beija-flor, anú branco e preto em pleno centro da Capital. É ter, também, o incômodo dos morcegos e mosquitos, por isso a Novacap  tem o cuidado de não plantar árvores frutíferas próximas aos blocos residenciais, para não favorecer o aparecimento deles dentro dos apartamentos.

 

Alerta

A Novacap recomenda à população não plantar em áreas públicas, pois isso gera graves problemas, como raízes que se aprofundam e invadem as redes de água, esgoto, telefone e eletricidade, possibilita que as copas das árvores invadam janelas dos apartamentos e casas e pode interferir, ainda, nas fundações prediais.

 

Canteiros Ornamentais

Motivo de orgulho para a população e exemplo para outros estados, os cerca de mil canteiros ornamentais de Brasília, localizados no Plano Piloto e nos lagos Sul e Norte e outras regiões administrativas, são plantados e conservados pelo DPJ desta Companhia. Os investimentos na área e o planejamento para o aspecto paisagístico já resultaram na adaptação de espécies de longa duração que deixam os canteiros floridos o ano inteiro.

 

Freqüentemente, são recebidos técnicos de outras regiões para estágios supervisionados com o objetivo de implementar programas semelhantes em suas localidades de origem. É a Novacap formando escolas.(consulte pesquisas e tecnologia).

 

Conservação de Áreas Verdes: erradicação, poda de árvores e gramados

A área gramada localizada no Plano Piloto, lagos Sul e Norte e demais regiões administrativas do DF equivale a milhões de m². Além de sua importância paisagística, está entre seus principais papéis evitar a erosão do solo e proteger as redes de água e esgoto. Mas cuidar dessa imensa massa verde exige tecnologia e dedicação.

 

Manutenção dos gramados: a manutenção dos gramados consiste, basicamente, na poda de grama e no controle de doenças e pragas, principalmente cupins e formigas. O controle de cupinzeiros e formigueiros é realizado durante todo o ano. Na poda de grama são utilizados equipamentos de última geração com sistema de reciclagem do material cortado, que é triturado, eliminando a necessidade de rastelamento e transporte da massa verde resultante. Depois de podado e triturado é automaticamente distribuído sobre o gramado, voltando na forma de matéria orgânica e tornando-o, ainda, mais viçoso e bonito. Roçadeiras manuais costais fazem o serviço de acabamento do gramado após a passagem das roçadeiras motorizadas. Esse serviço é feito durante o período chuvoso.

 

Manutenção da arborização: o corte e a poda de árvores seguem uma política de intervenção mínima, baseada no Decreto nº 14.783 de 17 de junho de 1993, que dispõe sobre o tombamento de espécies arbóreas-arbustivas. Os serviços de poda, em área pública, são realizados após a vistoria de um engenheiro florestal, mediante a solicitação da comunidade, que é, na realidade, a principal fiscal de campo. Outros pedidos são feitos durante as vistorias realizadas pelos técnicos do DPJ em suas atividades do dia-a-dia. A poda, em área particular, é realizada pelo proprietário com autorização da Novacap. As solicitações devem ser, primeiramente, discutidas com o prefeito da quadra ou com a Administração Regional, quando for o caso, e encaminhadas pelo telefone 156, do Sistema de Ouvidoria e Informações do GDF.

O parecer para corte e erradicação de árvore em vias e logradouros públicos e áreas verdes será concedido pela Novacap caso a mesma comprometa a saúde ou integridade física da comunidade (tal conclusão deve ser devidamente comprovada por parecer médico) ou ofereça risco à integridade de edificações públicas e privadas. Em caso de interferência em rede de serviços públicos, a concessionária do serviço correspondente deverá emitir parecer técnico.

 

Manual de Jardinagem e Produção de Mudas do Departamento de Parques e Jardins da Novacap: é um livro publicado com informações sobre implantação e manutenção de canteiros ornamentais e gramados, produção de mudas arbóreas e floríferas e controle de pragas e doenças em plantas ornamentais.

 

Tombamento

São 12 espécies de árvores nativas do Cerrado tombadas como Patrimônio Ecológico do DF. Copaíba (Copaifera langsdorffii Desf.), sucupira-branca (Pterodon pubescens Benth), pequi (Caryocar brasiliense Camb), cagaita (Eugenia dysenterica DC), buriti (Mauritia flexuosa L.f.), gomeira (Vochysia thyrshoidea Polh), pau-doce (Vochysia tucanorum Mart.), aroeira (Astromium urundeuva (Fr.All), Engl.), embiruçu (Pseudobombax longiflorum (Mart., ET Zucc.) a.Rob), perobas (Aspidosperma spp.), jacarandás (Dalbergia spp.) e ipês (Tabebuia spp.), são imunes ao corte. Só podem ser retiradas em casos de extrema necessidade, mediante compensação ambiental.

Ficam, ainda, imunes ao corte os espécimens arbóreo-arbustivos que apresentam as seguintes características:

– As espécies lenhosas nativas ou exóticas raras, porta-sementes

– As espécies lenhosas de expressão histórica, excepcional beleza ou raridade

– Todas as espécies lenhosas em terreno cuja declividade seja superior a 20%

– Todas as espécies lenhosas localizadas em áreas de preservação permanente, de reserva ecológica e de instabilidade geomorfológica sujeitas à erosão. Atenção: esses espécimens só poderão sofrer remanejamento em situação de excepcional interesse público, com autorização prévia do Ibram.

 

Reciclagem de troncos e galhos de árvores

Por meio de um equipamento triturador, os galhos e os tocos resultantes do corte e podas de árvores são transformados em minúsculas partículas, formando uma espécie de farelo. Esse material é transferido para as “coroas” (espaço circular livre entre a árvore e a área gramada), impedindo danos ao tronco durante a poda mecânica da grama e, ao mesmo tempo, combatendo ervas daninhas e mantendo a umidade do solo.

 

Beneficiamento de sementes

Sementes de árvores e arbustos são coletadas a um raio de 500 km de Brasília, em expedições realizadas semestralmente por equipes do DPJ. Já as sementes de flores são colhidas nos canteiros floridos da cidade. As expedições visam buscar novas espécies nativas que resistam melhor à época seca e aos solos característicos de nossa região. Os frutos coletados são preparados para semeadura, prioritariamente, por portadores de deficiências, física ou visual. Após esse processo, as sementes são encaminhadas ao Viveiro de produção de mudas.

 

Transplantio de árvores adultas

A Novacap, por meio do DPJ, tem conseguido grande êxito no transplantio de árvores adultas. O método vem sendo utilizado desde a década de 60, em situações tombadas por Lei e plantio de espécies de relevante interesse paisagístico. Locais onde esse trabalho pode ser visto: buritis, no Itamaraty e no Setor Militar Urbano; macaúbas, no Setor Esportivo Norte e no Parque da Cidade; mangueiras, no Eixo Monumental, próximo ao Museu do Índio; palmeiras imperiais, no Bosque dos Leões, próximo ao Palácio da Alvorada e gerivás, na ligação Taguatinga/Samambaia.

 

Paisagismo

Paisagismo é uma questão de planejamento. Por isso, as praças, as áreas verdes e os espaços próximos aos  edifícios públicos de Brasília têm seus projetos de paisagismo desenvolvidos por uma equipe de arquitetos e cadistas. O planejamento, associado ao acompanhamento das espécies produzidas nos viveiros da Novacap, contribui para um melhor equilíbrio e integração entre os espaços livres e construídos na cidade.

 

Viveiros

A Novacap possui dois viveiros. O Viveiro I foi criado em 1960 e produz arbustos, palmáceas, herbácias e flores, folhagens e plantas ornamentais, com produção mensal de um milhão de unidades, utilizadas no plantio dos canteiros ornamentais da cidade. O outro, o Viveiro II, foi  fundado em 1971,  para produção de mudas de árvores, com capacidade total de 300 mil unidades/ano, no momento, podendo ser ampliado.

 

O lado social das nossas flores: conceito de cidadania

Além do amor pelo verde e da seriedade com que cuida dos espaços urbanos de Brasília, a Novacap realiza também projetos sociais, por meio de convênios, que transformam a vida de inúmeras pessoas. Utiliza como mão-de-obra, na produção de flores nos viveiros, cerca de 300 adolescentes e 50 portadores de necessidades especiais –  físicas, auditivas ou visuais -, tornando-os úteis à sociedade. Essas pessoas participam, paralelamente, de um projeto educativo que oferece oficinas nas áreas de esporte, lazer, música, jardinagem e informática. Mas a lição maior dos programas sociais desta Empresa Pioneira é dividir com o público o conceito de cidadania.

Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Governo de Brasília

NOVACAP

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